Mekhon Mamre | Darkê No'am - Regras talmúdicas

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União Sefardita Hispano-Portuguesa
(Israel)
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Darkê ha-Gemará
- apresentação -

A escola de R. Yishaq Aboab na Península Ibérica na geração que precedera a inquisição na Espanha e sua repercursão em Portugal no ano 1497, nos deixou vultos quase esquecidos pelos sefarditas da atual geração, como o digno sábio r. Yishaq Campantón. Esta obra é fruto de suas mãos, baseado no sistema de estudo do Talmud segundo o método sefardita, baseado em regras de estudo filosófico, desconhecidas pelos judeus do leste europeu.

Enquanto que entre os judeus do leste europeu desenvolveram o estudo a partir de comparação de trechos esparsos no Talmud, e cogominaram-no de 'iun (עיון), o termo foi usado antes pelos judeus ibéricos em tratados de filosofia, e como utensílio para o mesmo também no estudo aprofundado do Talmud. Difere, no fato de o estudo ser minucioso no próprio trecho a ser estudado, sem dele fugir comparando a outros no próprio Talmud, que nem sempre tem diretamente conexão com o assunto em estudo. De algum modo, sem que se saiba quando, como e porquê, o termo passara às terras do leste europeu, e perdera seu verdadeiro significado.

O rabino Campantón escrevera este opúsculo a fim de ajudar aos que se aprofundam no sistema talmúdico pela metodologia usada na escola dos rabinos sefarditas. Por este sistema estudaram grandes vultos do judaísmo sefardita, como r. Ya'aqob Berab, r. Yossef Caro, r. Hizqia da Silva, r. Mochê Alachqar, e outros. Somente nas últimas décadas, pela interferência do estudioso lituano na Terra de Israel e sua influência no rabinato sefardita tradicional e nas iechivôt, foi colocado de lado o sistema que buscamos recuperar aqui, quase de todo esquecido pelos sefarditas do mundo inteiro. Esperamos estar contribuindo com o resgate de "geon Ya'aqobh", levando os sefarditas de volta a seu sistema de estudo, pensamento e ensino.

Ou seja - assim como o livro Darkê No'am , trata-se este nosso trabalho de uma luta pelo resgate da identidade e cultura do judeu sefardita. O livro citado foi trazido com notas explanativas, e assim também este, afim de livrar o leitor de afirmativas infundadas, ou de influências externas. Por exemplo, como no caso citado acima, acerca do termo 'iun, que com certeza se o leitor perguntar a qualquer aluno de iechivá da Terra de Israel em nossos dias, este dará a explanação transmitida pelos instrutores asquenazitas, e deixará de lado a verdadeira forma segundo a qual tivera em mente o escritor deste opúsculo, o grande rabino Campantón. Portanto, ao ler nele, e dar atenção às notas, este entenderá melhormente o que realmente deve, segundo o que quiz dizer o autor do livro.

Cabe lembrar que este mesmo livro está em uso também nas iechivôt asquenazitas, mas falta-lhes a compreensão dos termos segundo a concepção sefardita. Como por exemplo, o uso do termo עיון é tido por eles como se fosse o mesmo que usaram os rabinos asquenazitas por gerações. Assim, as iechivôt sefarditas influenciadas tendem a não compreender o que pretendia r. Capantón, devido à influência, e dizemos isto novamente por ênfase ao motivo do trabalho, para o despertamento do leitor ao interesse, apesar de parecermos repetitivos.

Rabino J. de Oliveira,
Shiloh - ISRAEL


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