Michnê Torá de Rabi Mochê ben-Maimon

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Grandes Figuras do Judaísmo Hispano-Português

Os Grandes Filhos da Nação:

|Rabi Hizqia de David da Silva|

Rabino e legislador de halakhá, nascido em Livorno em 1659; falecido em Jerusalém em 1698.

Foi aluno na Iechivá de Rabi Mochê Galanti em Jerusalém, para a qual imigrou em 1679.

Em 1689 saíra de Jerusalém para os países europeus, e viveu em diferentes locais.

Em 1691 estava em Amsterdam, onde principiou a impressão de seu famoso livro "Peri Ĥadach", sobre o Chulĥan 'Arukh Iorê De'á.

No ano 1696 retornou a Jerusalém, onde viveu seus últimos dias.

Rabi Ezequias da Silva era contemporâneo de Rabi Chime'on Iair Ĥaim bekhrakh, e como este, distanciou-se do costume de "pilpul" nos escritos talmúdicos (sistema de comparações um tanto canhestro de congéries textuais (especialmente talmúdicos) e leis, que às vezes leva a pessoa a entender diversamente do simples escrito, sistema muito utilizado pelos rabinos provençais (para sofismas, que em nossos dias são vistos como explanações que esclarecem a verdadeira face oculta do texto, o que leva muitos ao entender o escrito no Talmud diversamente do que realmente está escrito) em seus ensinos e estudos), tornando-se adepto do estudo simples e direto pelo sistema simplório do texto.

Era, como é comum entre os sábios de Torá de origem ibérica em geral, amante das ciências, das quais se ocupava quando não do Talmud e seus exegetas.

Foi um colossal talmudista, e desde sua juventude já era tido como execpcional, sem se deixar levar pelas idéias comuns aos grandes mestres de Torá de sua época, escolhendo para si seu próprio sistema de estudo do Talmud.

Discorda, às vezes, em suas legislações, do Rabi Moché Isserles, escritor do livro "Toalha da Mesa" sobre o Chulĥan 'Arukh e maioral entre os achkenazitas, cuja obra fora escrita como uma muralha de defesa para os costumes achkenazitas, e mesmo de Rabi Iossef Caro, o próprio autor do Chulĥan 'Arukh. (Aos estudiosos: v. Peri Ĥadach siman 309, s.15)

Era oposto à tendência rabínica comum (ainda em nossos dias!!) de adscrever ao promulgado no Talmud no que concerne ao cumprimento do judaísmo, conservando-se fiel, assim como os grandes de Israel - Rabi Isaac ha-Cohen Al-fassi e Rabi Moisés Maimônides - à halakhá talmúdica, sem câmbio algum do que dele sai segundo suas regras legislativas. - (v. siman 27, s.01; siman 37, s.1; siman 32, s.6; siman 58; s.16)

Sua forma de reagir em concernência a outros sábios, sejam estes de sua geração ou anteriores, lembra-nos as críticas do Rambam sobre seus antecessores, ou sobre alguns de seus contemporâneos, ou mesmo do Rabi Abraham ben-David, o principal em oposição ao Rambam. Isto levara o rabinato do Cairo a declarar em público a todos os judeus do Egito excomunhão sobre seus livros, sendo proibido a leitura neles até que volte em si de suas palavras: "Rabi Iossef Caro enganara-se ..."

Quando o ĥêrem (ou seja - a excomunhão) foi declarada, encontrava-se ainda Rabi Ĥizqia na Europa, não havendo tomado conhecimento do fato até retornar a seu lar na Terra Santa, onde morreu dois anos depois.

Apesar do ĥêrem, foram seus livros aceitos e reconhecidos por todas as comunidades sefaraditas, devido a sua grandeza e capacidade em conhecimento e compreensão do Talmud e da Halakhá, e mesmo no Egito, onde foi principal rabino após seu falecimento seu principal discípulo, Rabi Shime'on Algazi


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