| A Torá Oral | Todo o Michnê Torá | Glossário |
| cp 1 | cp 2 | cp 3 | cp 4 | cp 5 | cp 6 | cp 7 | cp 8 | cp 10 | cp 11 | cp 12 |

Capítulo 9


, , , . , ; , , . , ; , . 1 Três dias antes dos dias festivos [consagrados às idolatrias] dos gentios, é proibido comprar deles ou vender-lhes tudo o que se preserva, [bem como] deles emprestar, ou a eles fornecer empréstimo, pagar-lhes dívidas, ou receber deles o pagamento pelo que se nos devem em tudo o que é dívida por garantia, ou que são empréstimos documentados. Porém, empréstimos feitos por simples pronunciação - [ou seja: não documentados] pode-se receber deles, pois é como se estivesse livrando de suas mãos. É permitido vender-lhes tudo o que não tem subsistência, como verduras e cozidos, até o dia de sua festividade. Em que caso? - Na Terra de Israel, mas nas demais Terras - não há proibição, senão no próprio dia festivo.

, ; , . [] , , . , ; , , , . 2 Em caso de haver transgredido, negociando com eles nestes três dias, está permitido o usufruto. No dia festivo [idolátrico], porém, àquele que com eles realizou algum negócio - está proibido o usufruto [de seus frutos]. E, é proibido enviar um presente para um gentio em seu dia consagrado, a não ser no caso em que saiba não ser crente na dita idolatria em honra cuja se consagra tal dia, e nem a serve. O mesmo se dá no caso de o gentio enviar ao judeu um presente no dia festivo idolátrico do gentio, não pode recebê-lo. Se, porém, teme a inimizade, recebe perante ele e não usufrui até saber que tal gentio não serve a idolatria, nem nela crê.

, , , . 3 Sendo seus dias festivos muitos, três, quatro ou dez, todos os dias são como se fossem um só dia, sendo todos eles proibidos com o acréscimo dos três dias que antecedem.

, . , ; , . , . 4 Os cristãos são idólatras, e o primeiro dia semanal é para eles dia festivo [em honra a sua idolatria], pelo que é proibido negociar com eles na Terra de Israel na quinta-feira e no parasceve de cada semana, sendo desnecessário referir-se ao primeiro dia semanal em si, que é proibido em todo lugar. Em concernência a isto, deve-se agir para com eles em todas suas festividades.

, -- , . , , , , , , -- , . 5 O dia no qual se unem os gentios para entronizar um rei, e sacrificam a seus deuses, é um dia festivo [idolátrico], como todos os demais dias festivos [consagrados à idolatria]. Quanto ao gentio que separa um dia festivo [especialmente] para si, em agradecimento à idolatria que lhe é particular, honrando-a no dia de seu aniversário, ou no dia de seu barbear ou peloquear, [ou ainda] no dia em que se livrou [de afogar-se] no mar, ou que foi libertado do calabouço, ou no dia no qual fez uma festa para seu filho, e assim por diante [segundo estes exemplos], não há proibição [em tudo o que foi dito acima] senão naquele mesmo dia, e com aquela mesma pessoa.

, ; , . 6 Igualmente, o dia no qual se lhes falecera alguém - do qual fizeram um dia festivo: aqueles que o fazem, está proibido naquele mesmo dia [para todos os pormenores lembrados no intróito do capítulo]. Todo caso de morte no qual queimam utensílios e oferecem incenso, é sabido que há nele idolatria.

, ; , , -- . 7 O dia festivo não é proibido [nestes pormenores citados] a não ser com respeito aos que servem-no [como dia consagrado à idolatria], mas quanto aos gentios que se alegram nele, comem, bebem e guardam-no por costume, ou por honrarem ao rei - eles próprios não crendo nele [como dia dedicado a ídolos] - com estes está permitido realizar negócios.

[] , . , ; , , , . 8 Coisas que são especialmente designadas para um dos tipos de idolatria - é proibido vendê-las para os que servem aquela determinada idolatria que encontram-se naquela localidade, eternamente. Quanto a coisas que não sejam-lhe designadas especialmente - vende-se simplesmente por vender [sem que haja o gentio explicado o motivo de seu interesse na compra]. Se, porém, o gentio deixou claro que compra com o intuito de honrar determinada idolatria, é proibido vender-lhe, a não ser no caso de haver invalidado tal coisa para que seja oferecido ao ídolo, pois não sacrificam [os idólatras] algo em falta para seus ídolos.

[] , -- , ; . 9 No caso de estarem mescladas coisas que são próprias à idolatria, com coisas que não o são, como gálbano refinado e gálbano não refinado, vende tudo junto, [sem que nada seja esclarecido em concernência às intenções da compra] sem que seja necessário preocupar-se com a possibilidade que venha a separar o gálbano refinado para oferecer ao ídolo. Assim [é esta lei] em tudo o que se assemelhe a isto.

[] , -- , , , . . , ; , . 10 Assim como não se vende aos gentios coisas que sejam destinadas à idolatria - tampouco vende-se a eles tudo o que possa significar prejuízo ao público, como ursos e leões, armas, cabos e correntes. Tampouco pode-se afiar para eles suas armas. Tudo o que é proibido vender ao gentio, é igualmente proibido vender ao judeu do qual se desconfia que venderá ao gentio. Assim também, proíbe-se vender utensílios nos quais haja perniciosidade a um salteador israelita.

[] , -- : , -- . 11 Estando os judeus vivendo entre as nações, e estes hajam pactuado com os israelitas, é-lhes permitido vender armas aos servos do rei e a seu exército, pois guerreiam contra os inimigos do país em sua defesa, e acham-se, assim, defendendo-nos, pois encontramo-nos em seu meio.

-- , . , . [] , . , ; , . [] , ; , . , . 12 Cidade na qual haja [alguma forma de] idolatria, é permitido andar em seu exterior, e proibido adentrá-la. Havendo em seu exterior um ídolo, é permitido andar dentro dela. A pessoa que vive errante, viajando de um local para outro - está proibido de passar por uma cidade na qual haja um ídolo. Em que caso dizemos isto? Quando o caminho é especialmente designado para levar àquela localidade; mas no caso em que haja outros caminhos, e por acaso entrou neste caminho - é permitido. É proibido construir com os gentios cúpulas nas quais eregem seus ídolos. Caso haja transgredido, e efetuado o trabalho - o estipêndio é-lhe permitido. Porém, pode construir o salão, ou o pátio sobre os quais exista tal cúpula

[] , --, , , ; , . 13 Cidade na qual haja ídolo, e nela, lojas enfeitadas e lojas não enfeitadas: nas enfeitadas está proibido desfrutar de tudo o que encontra-se em seu interior, pois a lógica indica que pela idolatria foram engalanadas. Quanto às não engalanadas - está permitido nelas o usufruto.

-- , . [] -- , ; , ; . [] , . 14 Lojas de idolatrias - está proibido alugá-las, pois estaria assim causando prazer [lucro] à idolatria [fazendo com que tenha proliferação a seu custo]. Aquele que vender sua casa para idolatria - em seu preço está o usufruto proibido, e deve ser lançado [todo o dinheiro recebido por ela] ao Mar Morto. Contudo, gentios que hajam forçado judeus, tomando-lhe a casa à força, colocando o ídolo em sua habitação - o dinheiro [estipulado pela casa] é-lhe permitido, e pode escrever e levar a julgamento pelas leis dos próprios gentios. Flautas de idolatria - o "hêsped" é proibido de ser feito usando-as.

, , ; , . , . , : , ; . -- , ; , ; , ; , . 15 Pode-se ir a uma feira dos gentios, comprar deles animais, escravos e escravas ainda gentios (v. nota), casas, campos e videiras, e escrever as notas de aquisição segundo suas [próprias] leis, pois é como livrando de suas mãos. Em que caso? No caso de o proprietário não pagar impostos. Mas, quanto ao que compra diretamente do vendedor legalizado, está este proibido de comprar, pois este seguramente paga impostos, e seu imposto é destinado à idolatria. Transgrediu, comprando de um vendedor legalizado - se comprou animal, deve-se cortar fora suas patas, da junção superior para baixo, [ablando-as]. Indumentos e utensílios - que se estraguem; dinheiro e utensílios de metal - lançá-los-á ao Mar Morto. Escravo, deve deixá-lo ir-se, sem que possa dele utilizar-se, e sem dar-lhe meios de auto-subsistência.

[] , ; --, . , , , . , --, . 16 O gentio que fez uma ceia em honra de seu filho ou filha, é proibido tirar prazer de sua refeição. Mesmo comer e beber o israelita de seu próprio alimento que ele mesmo trouxe - é proibido, já que a festividade é gentílica. Desde quando está proibido comer em sua companhia? - Desde que empece a ocupar-se das cousas pertinentes à ceia - todos os dias da festa, e após ela - trinta dias. Caso haja feito outra ceia [festiva] por ocasião de bodas, mesmo após trinta dias - é proibido - até [completarem-se] doze meses.

-- , " , . , ; , , -" ( ,-). 17 Todo esse distanciamento - por razão de idolatria, como está escrito: "...Chamar-te-á a ti, e comerás de seu sacrifício. Tomarás de suas filhas para teus filhos, e prostituir-se-ão tuas filhas após seus deuses, e farão prostituir a teus filhos..." Ex 34:15:17.

[] , ; . , . , --, . 18 Uma filha de Israel não deve amamentar um filho de [uma mulher] gentia, porquanto cria a seu filho para a idolatria, tampouco fazer-lhe o parto. Mas, pode fazer-lhe o parto por estipêndio, por motivo de inimizade. Quanto à gentia - pode fazer o parto de uma israelita; e, em concernência ao amamentar a seu filho, desde que obtenha sua permissão, para que não o mate.

[] , . , : , -- , . -- , ; , . -- , . 19 Os que vão ao culto - é proibido negociar com eles. Com os que que dele voltam, é permitido, desde que não encontrem-se em conjunto [os gentios que agora vêm, com outros que vão cultuar seu deus], pois pode ser que pensem em voltar [com os que agora vão]. Quanto a um judeu que vai ao culto [idolátrico], em sua ida é permitido negociar com ele, talvez [se arrependa] e decida não ir; em sua retorno, proibido. Com um judeu mechumad" - é proibido tanto no ir como no voltar.

[] , , , ; , . , ; . , . 20 O judeu que foi à feira gentílica [idolátrica] - em sua volta está proibido com ele negociar, pois pode ser que vendeu-lhes na feira algum ídolo, e dinheiro de idolatria em mãos judaicas está proibido o usufruto, e em mãos, gentílicas - permitido. Portanto, negocia-se com o gentio que volta do culto, e não com o judeu que dele regressa. Nem com o "mechumad" - nem quando vai, nem quando retorna.


| A Torá Oral | Todo o Michnê Torá | Glossário |
| cp 1 | cp 2 | cp 3 | cp 4 | cp 5 | cp 6 | cp 7 | cp 8 | cp 10 | cp 11 | cp 12 |