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Leis Concernentes às Leis dos Gentios e às Formas de Idolatria
Capítulo 4
-- , , , . , : , . , " -" ( ,). 1 Os "madiĥim" que desviaram alguma cidade do povo de Israel - incorrem em pena de "seqilá", mesmo que eles próprios não hajam cultuado a dita idolatria, senão apenas desviado ao povo para que a servisse. Quanto aos habitantes da cidade que foram desviados - devem ser mortos por "sêif" - no caso de que a hajam servido, ou aceitado sobre si como divindade. A advertência na Torá em concernência ao "madiaĥ", onde se encontra? - aprende a dizer: "...Não se ouvirá de sua boca..." Ex 23:13.

, " -" ( ,); , ", - " (). , ; , : " " ( ,)-- , ; , . 2 Uma cidade não pode ser considerada desviada enquanto não forem seus desviadores dois ou mais, conforme está escrito: "...Saíram homens, filhos de Beli'al..." - Dt 13:14. E é necessário que sejam os desviadores originários da mesma tribo de Israel e da mesma cidade, pelo que está escrito: "... Dentre vós, desviando aos habitantes de sua cidade..." - (mesmo verso.) - até que façam desviar à maior parte da cidade, sendo os desviados de cem até a maior parte da tribo. Porém, no caso de ser a maioria de uma tribo, devem ser julgados cada um em particular, conforme está escrito: "...os homens da cidade..." - V. Dt 13:16 - não um povoado pequeno, nem tampouco uma grande localidade, sendo todo o que chamamos de "grande localidade" a maior parte de uma tribo.

, , , , -- , : , . 3 Similarmente, se desvaram-na mulheres ou menores de idade (menores de treze anos e um dia), ou que foi o desviador uma única pessoa, ou que foi desviado menos que a metade da cidade, ou que desviaram-se (mesmo que hajam sido todos) por si mesmos, ou que seus desviadores hajam vindo de seu exterior - (em todos estes casos) não é julgada como [um todo,] como cidade desviada, senão cada um à parte, [cada um de seus habitantes] como praticante de idolatria [em particular]. Cada um deve ser morto por "seqilá", ficando seus bens pecuniários para os herdeiros, como todo [o que é] morto por julgamento.

[] , " - - - , -" ( ,)-- , . 4 Não pode efetuar o julgamento da "cidade desviada" senão o Bet Din ha-Gadol (Tribunal Superior) de setenta e um [juízes] (Sanedrin) [que se localiza no setor do Templo em Jerusalém no local chamado "Lichcat ha-Gazit"], conforme está escrito: "...Hás de tirar aquele homem ou aquela mulher que fizeram este mal a teus portais..." Dt 17:5 - pessoas em particular são condenadas pelos tribunais [menores] de cada portal (localidade), e grupos inteiros, não podem ser condenados e sentenciados senão pelo Tribunal Superior (Sanedrin). (nota: o termo "tirar" quer dizer: do setor do Templo, e de Jerusalém, o que não ocorre nos demais tribunais de vinte e três ou de três juízes.)

[] , " " ( ,); , . , . ; , . 5 Nenhuma das "cidades de refúgio" podem tornar-se incorredoras da penalidade [concernente à] cidade desviada, pelo que está escrito: "...em uma de tuas cidades.." - Dt 13:13. Tampouco Jerusalém se faz "cidade desviada" [para incorrer nesta penalidade especial] por não haver sido parte da divisão para as tribos. Não se aplica a lei de "cidade desviada" nas regiões fronteiriças, para que não venham gentios a invadir a Terra de Israel. Tampouco pode o Bet Din declarar três localidades que se encontrem uma ao lado da outa como "cidade desviada" a uma vez, mas caso estejam distanciadas uma da outra - pode [o Bet Din] declará-las ["cidades desviadas"].

[] , , , , , , ; , , , . 6 Não se proclama "cidade desviada" a uma localidade cujos incitadores ao mal falaram-lhes no plural, dizendo-lhes [por exemplo]: "-Vamos, e sirvamos...!" ou: "-Vamos, sacrifiquemos...!", ou: "-Vamos, ofereçamos incenso...!", ou: "-Vamos, deitemos-lhe libação de vinho...!", ou: "-Vamos,prostemo-nos...!" ou: "-Vamos, aceitemos por divindade ...!" - havendo as pessoas ouvido e servido a idolatria, servindo-a de acordo com sua forma peculiar, ou numa das quatro formas especiais, ou aceitando-a por divindade.

, -- , ; . 7 Uma cidade e seus incitadores para o mal nos quais não se efetuaram estes pormenores condicionais, como se procede em relação a eles? - [primeiramente] faz-se a "hatraá", após o que se testifica sobre cada um que realizou idolatria [em juízo perante um Bet Din], e morrem por "seqilá" um por um, ficando seus bens para os herdeiros.

[] , -- , , , . 8 Como é a lei concernente à "cidade desviada"? - Assim que se fizer apta para ser julgada como tal [havendo sido todos os pormenores citados, tanto em relação aos desviadores como em concernência à cidade desviada], o Supremo Tribunal de Torá (Sanedrin) envia a ela detetives e investigadores, até que se saiba com clara certeza que toda a cidade foi desviada, ou sua maioria, dirigindo-se [seus habitantes] à idolatria.

, . , ; , , , . 9 Após isto, envia (o Sanedrin) dois sábios de Torá para avisá-los e fazer com que tornem-se para o bem. Caso hajam tornado, arrependendo-se, bem; caso hajam mantido sua pascaciedade, o Sanedrin ordena a todo o povo de Israel que ataquem-na por forças de milícia, cercando-a em guerra, dominando-a e batalhando contra ela, até que seja tomada a cidade.

, . , : -- , ; -- , . , , ; , . 10 Havendo sido tomada a cidade, nomeia-se grande quantidade de tribunais ali mesmo, julgando-os. Todo o que sobre ele houver duas testemunhas que este realizara atos idolátricos após haver sido advertido, separam-no. Se os idólatras forem menos que a metade dos habitantes da cidade, condena-se um por um à "seqilá", livrando-se os demais da cidade; caso seja a maioria dos habitantes, são levados para o Supremo Tribunal, onde são julgados, e termina-se seu julgamento [que já começara em sua própria cidade], e matam a todo idólatra por "sêif". Todos as pessoas devem ser golpeadas por espada, [incluindo] crianças, mulheres, caso toda a cidade haja sido desviada. Caso os idólatras hajam sido a maioria, [mas não toda a cidade,] golpeia-se [somente] as mulheres e as crianças dos que serviram a idolatria por espada.

, . . , ; , : "- " ( ,). . ; , " - --" (). 11 Indiferentemente se toda ela foi desviada, ou se [apenas] a maioria [de seus habitantes], os desviadores são apedrejados [por "seqilá"]. [Depois,] junta-se todos os bens dessa cidade em sua praça. Caso não haja nela uma praça, constrói-se-lhe uma. Caso esteja sua praça em seu exterior, levanta-se uma muralha em seu contorno, até que fique dentro da cidade, cumprindo com o que está escrito: "...para dentro de sua praça..." - Dt 13:17. Mata-se toda alma viva que nela houver, e queima-se a todos seus bens com a cidade por fogo, sendo sua queima um preceito positivo, conforme está escrito: "... Queimarás por fogo a todo seu despojo..." - mesmo verso.

[] , -- : , . -- , "- , -" ( ,). [] , ; , . -- , . 12 Os bens dos justos que estiverem nela - ou seja, os demais habitantes da cidade que não foram desviados, devem ser queimados juntamente com todo seu despojo. Por haver habitado nela, perde-se sua pecúnia. Todo o que tirar proveito de tudo o que nela houver, incorre em pena de açoites, como está escrito: "...Não se apegue a tua mão nada do 'ĥêrem'..." - Dt 13:18. A cidade cujas testemunhas foram comprovados e tidos como "zomemim" (veja-se: "Din hazamá") - todo aquele que tiver em seu poder seus bens naquele momento se apropria deles, sendo permitido seu desfruto, pois já foram seus acusadores desmentidos. Por que, então, o que os tem em seu poder deles se apropria? - por haverem sido desapropriados de cada um de seus habitantes no momento em que efetuara-se o julgamento.

, ; --, " " ( ,). -- " ", . 13 Não pode ser reconstruída jamais, e todo aquele que reconstuí-la, incorre em pena de açoites, pelo que está escrito: "...Não será reconstruída..." - Dt 13:17. Mas, é permitido fazer dela jardins e pomares, pelo que está escrito: "...Não será reconstruída..." - não seja reconstruída cidade como antes.

[] , -- -- , ; -- , . 14 Uma caravana de pessoas nômades que haja passado nessa cidade e se fizera desviada [para a idolatria] com ela, caso haja estado nela por trinta dias, devem ser mortos por sêif, e seus bens são destruídos; caso não, são mortos por seqilá, e seus bens ficam para os herdeiros.

[] -- , : "" ( ,), . , -- , ; , . 15 Os bens de outra cidade que se encontrem depositados nela - apesar de o habitantes da cidade haverem tomado sobre si a responsabilidade - devem ser devolvidos para seus respectivos proprietários, porquê está escrito: "...seu despojo..." - Dt 13:17 - e não despojo de sua amiga. Quanto aos bens dos ímpios que foram desviados para a idolatria, os quais estavam depositados em outra cidade - caso hajam sido juntados com ela, queima-se com ela; caso não se ache em seu ajuntamento, não devem ser destruídos, senão dados aos herdeiros.

[] , , -- . --, . [] -- , . 16 O animal cuja metade pertença à "cidade desviada" e a outra metade a outra cidade, e encontrava-se dentro dela, é proibida. Uma massa [de cereal], porém, é permitida, pois pode esta ser dividida. Animal dessa cidade que for abatido, está proibido tirar dele proveito, assim como o "touro destinado a ser apedrejado" ("chor ha-nisqal") que foi abatido [em lugar de ser apedrejado] - (v. Ex 21:28).

, -- ; -- , . [] , : " . . . " ( ,), -- , . , . , , , . 17 O cabelo da cabeça dos homens ou das mulheres naturais dela é permitido seu proveito, mas o cabelo das perucas que se encontrarem nela fazem parte de seu despojo, sendo proibido. Frutos das palmeiras que estiverem nela, são permitidos, pelo que está escrito: "juntarás...queimarás..." - Dt 13:17 - tudo aquilo para o qual falte simplesmente o ajuntamento. Saem desta regra as frutas que ainda se encontrem nas árvores, pois lhes falta colher, ajuntar e queimar. Mesma lei é equivalente para os cabelos da cabeça [dos condenados], sem que seja necessário dizer as árvores, que são permitidas, e tornam-se propriedade dos herdeiros.

-- , " , " ( ,); , -- "" ( ,), . [] --, ; , "" ( ,) . 18 As coisas santificadas [oriundas] de dentro dela - santificadas para o altar [i.e.: animais destinados a sacrifício] deverão ser mortos, porquê está escrito: "O sacrifício de iníquos é abominação..." - Pv 21:27. Quanto aos santificados ao "qodchê bêdeq ha-Báit" - deverão ser redimidos, após o que serão queimados, pelo que está escrito: "...todo seu despojo...", e não despojo dos céus. Quanto ao primogênito [animal] e ao dízimo que nela se encontrarem - sendo sem defeito, são santos para o altar, e devem morrer. Quanto aos defeituosos, são tidos como posse da cidade - Dt 13:16 - e são mortos (lit.:"matados").

-- --, ; -- , . [] , , -- . 19 As oferendas (v. "terumá") que encontrem-se nela, se chegaram às mãos de um cohen devem ser depositadas para que apodreçam, pois são propriedade dele. Se, contudo, encontram-se ainda em poder de um judeu comun - devem ser dadas a algum cohen de outra localidade, por serem bens dos céus, e sua santidade corporal. Segunda dízima e dinheiro de segunda dízima, bem como escritos sagrados que nela se encontrarem, devem ser postos em "genizá" (local especial designado para que nele depositem-se escritos e objetos de santidade em desuso).

[] -- , ", ' " ( ,). , " ' " ( ,), , "- " (). 20 Todo o que toma parte na ação de juízo da "cidade desviada" é tido como que sacrificando a Deus um sacrifício holocausto totalmente dedicado a Deus, como está escrito: "... Totalmente para Ado-nai teu Deus..." - Dt 13:17 - e, não só isto, senão faz passar a ira de Deus de sobre Israel, pelo que está escrito: "...Para que volte-se Deus de sua ira..." - Dt 13:18 - e traga sobre os judeus bênção e piedade, como está escrito: "...Te dê piedade, e de ti tenha misericórdia, fazendo com que sejas um povo numeroso..." - mesmo verso.


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