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Leis Concernentes às Leis dos Gentios e às Formas de Idolatria
Capítulo 8
, -- , . , , , , -- ; , . , , : , -- . 1 Tudo o que é inalcançável pela mão humana, e não foi feito por mãos humanas - caso seja este servido, está permitido seu usufruto. Portanto, os gentios que servem as montanhas, as serras, as árvores que desde seu princípio foram plantadas para fruto [e, só mais tarde deram-lhe classificação idolátrica], e as fontes naturais das quais usufrui o público, e o animal - estes todos são permitidos que deles se tire proveito, e é permitido comer tais frutas de tais árvores que foram adoradas no lugar em que cresceram, bem como o animal [que foi adorado]. E, é desnecessário dizer que, pertinente ao animal separado para idolatria, que está permitido alimentar-se de sua carne, seja no caso em que separaram-no para o servir, ou para sacrificá-lo [em honra a algum ídolo].

, ; , . , . , ; : . 2 Em que casos dizemos que não se torna o animal proibido [em usufruto]? - desde que não hajam efetuado nele nenhuma ação relacionada com a idolatria, mas caso haja feito qualquer ação - torna-se proibido. Como assim? - havendo-a degolado como sinal idolátrico. Caso haja feito [desde animal] substituto de ídolo, é proibido [em qualquer proveito], do mesmo modo em caso de substituto de substituto, pois transformara-a em valor pecuniário idolátrico.

, ; -- , . 3 E, [também isto,] em que caso [dizemos tornar-se proibido o animal para todo usufruto]? - [unicamente] no caso de ser o animal sua propriedade [daquele que efetua a ação citada]. Mas, caso haja degolado o animal de seu amigo para idolatria, ou trocou-o por ídolo, não fizera-se proibido, pois ninguém pode tornar proibido algo que não seja seu.

, ; , . [] , ; , . , --, . 4 O [idólatra] que haja-se curvado [em sinal de adoração] para uma terra virgem - não faz com que esta se faça proibida [em uso]. Escavou nela poços, construiu nela um platô, abriu nela cavernas em nome da idolatria - tornou-a proibida. Água movida por uma onda, que a ela se prostrou [o idólatra], não fizera com que se faça [tal água] proibida. Se tomou [certa quantia da água] em suas mãos e curvara-se perante ela, [esta mesma quantia] tornara-se proibida. Pedras de um monte que rolaram de sobre ele e foram servidos em seu lugar, são permitidas, pois não há nelas alcance da mão humana.

[] , , -- , ; , --. , --; , -- , . 5 O judeu que haja erguido uma lápide para a servir, e não serviu - vindo um gentio após e curvando-se perante ela - fizera-a proibida em usufruto, pois o levantá-la é uma ação. Similarmente, um ovo, vindo o gentio e curvando-se perante ele - tornara [tal ovo] proibido. Cortara uma abóbora e curvara-se para ela - fizera-a proibida; fê-lo para sua metade, o caso é duvidoso, pois pode ser que a outra metade possa ser vista como um prolongamento [comparado a um membro] da metade idolatrada.

-- , "" ( ,) . , , , -- , ; , . -- -- , . 6 Árvore plantada desde seu princípio com a finalidade de ser adorada, torna-se proibida em usufruto, sendo esta a "acherá" acerca da qual refere-se a Torá (Dt 16:21). caso haja podado já previamente existente [isto é: que não foi plantada para fins idolátricos] e foi ela podada e esculpida em honra à idolatria - mesmo que haja sido enxertado em seu tronco, e deram brotos [os enxertos] - corta-se os brotos, e são proibidos em usufruto, e o resto da ávore - permitido. similarmente - se alguém se curvou em [ato de adoração] para a árvore - apesar de seu tronco não tornar-se proibido, todas suas ramas, folhas e galhos menores, e frutos que dela saírem durante o período no qual fora adorada - são proibidos em usufruto.

, , , -- , , , . 7 A árvore cujos frutos são reservados por gentios que afirmam serem os tais destinados a que se faça deles bebida para algum templo idolátrico - e deles produzem bebida embriagante que sorvem em suas festividades - é tal árvore proibida em usufruto, tratando-se de uma "acherá", sendo esta [uma] lei [de seus estatutos referentes à idolatria].

[] -- , ; -- , . 8 Árvore embaixo da qual colocara-se um ídolo - todo o tempo em que achar-se tal ídolo sob ela, encontra-se tal árvore sob proibição [de que um judeu venha a usufruir dela]. Sendo extirpada a forma idolátrica de sob ela - torna a árvore a seu estado [anterior] de permissividade, por não sem ela [mesma] o ente servido.

, -- . , -- , , ; , . -- , ; , . 9 Casa construída por gentios desde o princípio de sua construção para ser servida ela própria como ídolo - similarmente, havendo alguém se curvado em adoração perante uma casa já construída - torna-se em tal casa proibido o usufruto. Existindo já uma casa, e [posteriormente, vieram os gentios e] deram-lhe retoques de pintura para honra a alguma forma de idolatria - tira-se tudo o que foi renovado [com esta determinada intenção] e o renovo é proibido dele usufruir, por haver sido feito com fins de adoração, e a casa em si - permitida. Caso hajam introduzido um ídolo ao recinto - enquanto este encontrar-se ali, [toda] a casa encontra-se em proibição no que concerne ao usufruto. Se tiram-no dali, [torna a seu estado anterior], e a casa é permitida [para usufruir dela].

, . , -- , -- , , ; , . [] , ; , . 10 O mesmo se dá com uma pedra talhada especialmente para ser servida - é proibido o usufruir de tal pedra. Estando ela já anteriormente trabalhada, e desenharam sobre ela e rebocaram-na para ser servida - mesmo que hajam-no feito no próprio corpo da pedra, sendo desnecessário dizer sobre cal com a qual rebocaram - tira-se o que se renovara, e [tal renovo] é proibido, já que foi feito para que fosse servido, e a pedra em si é permitida. Pedra sobre a qual se depositara um ídolo - está a mesma proibida todo o tempo em que encontrar-se sobre ela o ídolo. Havendo sido de sobre ela extirpado o ídolo - a pedra é permitida.

, -- . : , ; -- , . , : , ; , -- , . 11 Alguém cuja moradia está conectada [por suas paredes] com um templo idolátrico - em caso de desmoronamento de sua casa - é proibido reconstruí-la. Como deve ser feito? Constrói dentro de seu próprio setor uma parede nova [desligada da parede do dito templo], e no espaço entre ambos, preenche com espinhos ou com fezes, evitando expandir o templo idolátrico. Sendo a parede de sua casa e do templo idolátrico única - deve ser julgada como metades: sua metade, permitida em usufruto, a do templo, proibida. Suas pedras, suas madeiras e sua areia - em tudo é proibido o usufruto.

[] , -- , . 12 Como deve-se destruir ídolos, e demais coisas que são proibidos por sua razão? transformando tudo em pó, espalhando pelo vento, ou queimando e lançando ao mar morto.

[] , -- , ; --, "- " ( ,). , . 13 Tudo o que é servido que não haja nele alcance da mão humana - como as montanhas, os animais, e as árvores - apesar de ser o ente servido permitido seu usufruto, tudo o que for-lhe por engalanamento é proibido. E, quem deles usufruir, em qualquer quantidade, incorre em pena de açoites - pelo que está escrito: "...Não cobiçarás prata e ouro que estejam sobre eles..." - Dt 7:25. Todos os engalanamentos que cobrem os ídolos fazem parte de seus elementos próprios de serviço idolátrico.

[] , -- : " , " ( ,), ; , . 14 Ídolos de gentios que hajam sido anulados pelos gentios antes de chegar à possessão de um judeu - é permitido o usufruto [neste caso], pelo que está escrito: "... suas imagens de seus deuses, queimareis por fogo..." - Dt 7:25. Quando venham a nossas mãos, e para eles seja algo com o qual se relacionam como sendo divindade; mas havendo anulado - [deixou de chamar-se "seus deuses", e] são permitidos [em usufruto].

[] , ; , , , . , -- , . , . 15 Ídolo de um judeu [idólatra] jamais se anula [sua designação idolátrica], mesmo no caso de haver sociedade com um gentio [na posse do mesmo], sua anulação não ajuda em nada, sendo tal proibido em usufruto eternamente, e precisa ser enterrada. O mesmo se dá com um ídolo que veio do gentio para posse de um judeu, anulando-o o gentio após isto - de nada vale sua anulação, tornando-se [tal forma] proibida [em qualquer usufruto] eternamente. O israelita não dispõe de poder para anular idolatria alguma, mesmo estando essa em posse de algum gentio.

, . -- , , , -- : , ; , . 16 O gentio palerma ou menor de idade (isto -é: menor de treze anos e um dia - a maioridade de acordo com a Torá, e doze anos e um dia no caso de ser menina) - não tem como anular seu ídolo [de suas faculadades idolátricas]. Quanto ao gentio que anulou seu ídolo - seja seu próprio, ou de outro gentio, contra sua vontade, mesmo que algum hebreu haja forçado tal gentio a efetuar a anulação - está anulado, com a única condição de que seja o gentio a fazê-lo um idólatra. Mas o gentio que não é idólatra - sua anulação não é considerada.

, ; , , , . , . 17 Anulando-se certa idolatria - tudo o que faz parte de suas coisas pessoais de serviço idolátrico se anulam. [Contudo,] havendo anulado seus utensílios peculiares a sua adoração - o ídolo em si não se anula [com este ato], e ele permanece em seu estado proibitivo como anteriormente, até que seja anulado [à parte]. Tudo o que é sacrificado [ou designado para sacrifício ou libação] para um ídolo - jamais pode ser anulado, eternamente.

[] : , , , , -- . , , , , , , , -- . 18 Como é efetuada a anulação [de ídolos]? - cortando-se a ponta de sua orelha, de seu nariz, de um de seus dedos, lixando sua cara até, mesmo que não a desfaça [totalmente], e caso haja vendido [um gentio idólatra sua imagem idolátrica] para um ourives israelita - esta está [automaticamente] anulada. Mas, caso haja depositado como garantia, ou vendido a um gentio, ou a um judeu que não é ourives, ou que haja caído sobre ela escombros, e não os levantara [por razão de sua devoção com o ídolo], ou roubaram-na salteadores, e não solicitara sua devolução, ou cuspira em sua face, urinou perante ele, causara-lhe arranhões, jogou nela excrementos, não se anulara.

[] -- , ; --, . -- , ; -- , . , -- ; -- , . 19 Ídolo abandonado ao ermo [pelos gentios] em época de paz - é permitido em usufruto, pois anularam-no [por tal ato]. Em tempo de guerra, é proibida, pois não deixaram-no senão por razão da guerra. O ídolo que se rompera por si, são seus cacos proibidos, até que seja [o ídolo todo] anulado. Por este motivo, se alguém acha cacos de ídolos - são estes proibidos, pois pode ser que os gentios não anularam-no. Caso o ídolo seja fabricado por peças separadas - algo que uma pessoa comum pode uní-los - é necessário que seja anulada cada uma das peças que o compõem. Caso não possa uní-las [uma pessoa comum, que não é artífice], havendo anulado qualquer uma de suas peças - anularam-se [através deste ato] todos os demais pedaços.

[] -- , ; , . --, ; , . : , , -- . 20 O altar de idolatria que se estragara - permanece em seu estado proibitivo, até que seja despedaçado em sua maior parte por mãos de gentios [idólatras]. Quanto ao "bimos" estragado, é permitido. Qual a diferença entre "altar" e "bimos"? - altar é o que é erigido com muitas pedras; "bimos" - com uma só pedra. Como se anula as pedra de Mércoles? havendo utilizado-as [o gentio idólatra] para levantar uma construção - ou para com elas cobrir os caminhos, e assim por diante, torna-se permitido seu usufruto.

: , , , -- . -- , . -- , -- : , . 21 Como é anulação da "acherá"? Caso haja arrancado dela uma folha, extraído um ramo que possa ser plantado, tirado dela um bastão ou cajado, ou tirou delas lascas diminutas não por benfazejo dela - esta está anulada. Havendo tirado as lascas em benefício da árvore - são permitidas as lascas, e a árvore proibida. Sendo ela pertence de um israelita - seja em benefício da árvore [o ato citado efetuado] ou em benefício próprio [do judeu idólatra] - são proibidos eternamente [tanto a árvore como as lascas], pois idolatria de um judeu jamais pode ser anulada.


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